

Junho é sinónimo de Santos Populares, arraiais e festas populares por todo o país. Entre sardinhas assadas, bifanas, caldo verde e música tradicional, milhares de pessoas saem à rua para celebrar uma das épocas mais emblemáticas em Portugal.
Mas organizar um arraial ou vender comida na rua exige mais do que boa disposição. A segurança alimentar é essencial para garantir a proteção dos consumidores, cumprir a legislação e evitar problemas que podem comprometer o sucesso do evento.
Se está a preparar um arraial, uma banca de street food ou um evento gastronómico para 2026, estas são as principais regras de segurança alimentar que deve cumprir.
Antes de montar a banca ou iniciar a confeção de alimentos, deve confirmar junto da Câmara Municipal, Junta de Freguesia ou organização do evento quais são as licenças e autorizações obrigatórias.
Enquanto operador alimentar, existe responsabilidade legal sobre todos os alimentos servidos ao consumidor. Ter a documentação em conformidade é o primeiro passo para evitar coimas, problemas sanitários ou interrupções da atividade.
Durante os meses quentes, os riscos microbiológicos aumentam significativamente. As temperaturas elevadas, o elevado fluxo de pessoas e as limitações dos espaços exteriores tornam ainda mais importante o cumprimento das boas práticas de higiene alimentar.
Um dos erros mais frequentes na venda de comida de rua é utilizar os mesmos utensílios para alimentos crus e cozinhados.
Facas, tábuas, pinças e recipientes devem estar devidamente separados, principalmente no manuseamento de carnes cruas, peixe e alimentos prontos a consumir.
A contaminação cruzada pode provocar intoxicações alimentares e comprometer a segurança dos consumidores.
A conservação adequada dos alimentos é um dos pontos críticos em qualquer arraial.
Carnes, peixe, sobremesas, molhos e bebidas devem permanecer refrigerados até ao momento da confeção ou consumo. Os alimentos nunca devem ficar demasiado tempo à temperatura ambiente, especialmente no verão.
Entre os 5 °C e os 65 °C existe a chamada “zona de perigo”, onde os microrganismos se multiplicam rapidamente.
Para reduzir riscos:
Uma confeção adequada é essencial para eliminar microrganismos patogénicos.
Carnes, peixe e outros alimentos devem atingir temperaturas internas seguras, garantindo que ficam devidamente cozinhados no interior e não apenas no exterior.
Sempre que possível, utilize termómetros alimentares para verificar temperaturas de confeção e manutenção.
Os alimentos devem estar protegidos contra:
Recipientes fechados, vitrines protegidas e acondicionamento correto ajudam a preservar a qualidade e segurança dos produtos alimentares.
A limpeza deve ser contínua durante todo o evento.
Não basta higienizar apenas antes ou depois do arraial. É necessário garantir:
Importa recordar que o uso de luvas não substitui a lavagem adequada das mãos.
A acumulação de resíduos alimentares favorece o aparecimento de moscas, vespas, formigas e outros vetores de contaminação.
Para evitar problemas:
Uma má gestão de resíduos pode comprometer rapidamente a higiene do espaço e a segurança alimentar do evento.
Os Santos Populares são tradição, cultura e convívio. Mas para que tudo corra bem, a segurança alimentar não pode ser negligenciada.
Cumprir boas práticas de higiene protege:
Porque uma festa só termina bem quando termina com segurança para todos.
Em eventos com grande movimento, gerir temperaturas, higienizações e registos em papel torna-se mais difícil e aumenta o risco de falhas.
Soluções digitais como a SARA HACCP ajudam a simplificar o controlo HACCP, centralizar registos e garantir maior organização, rapidez e conformidade durante festas, arraiais e operações de street food.